A insatisfação com a defasagem entre o preço dos combustíveis e o valor do frete levou os caminhoneiros de Santa Catarina a confirmarem adesão à greve nacional da categoria. O movimento já ganha força no Litoral Norte do estado, com concentração de motoristas no Posto Dalçoquio, em Itajaí.
A decisão foi consolidada em assembleia nesta quarta-feira (17). Embora a mobilização já esteja nas ruas, o início oficial da paralisação está agendado para as 12h desta quinta-feira (18).
A estratégia foca no travamento de pontos logísticos estratégicos. Segundo Vanderlei de Oliveira, presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres de Navegantes), a ação em solo catarinense é parte de um dominó nacional.
Em SC: Itajaí, Navegantes, Imbituba e Itapoá.
No Brasil: Integração com os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), Rio de Janeiro (RJ), Bahia e Suape (PE).
O combustível é o estopim, mas a inércia do mercado é a principal queixa. A categoria exige o cumprimento da Lei do Piso Mínimo do Frete, especificamente o dispositivo conhecido como "gatilho":
"O diesel subiu e o frete não acompanhou. Essa é a questão nacional", resume Oliveira.
Os transportadores alegam que o mecanismo de reajuste automático — criado após a histórica greve de 2018 para proteger o setor sempre que o combustível oscila — tornou-se letra morta, inviabilizando o lucro dos autônomos.