17/03/2026 | 19:57
Caminhoneiros de SC decidem aderir à greve nacional após alta do diesel
Motoristas de Itajaí e região iniciam mobilização nesta quarta-feira; paralisação oficial deve começar ao meio-dia de quinta (18).
Foto: Divulgação

A insatisfação com a defasagem entre o preço dos combustíveis e o valor do frete levou os caminhoneiros de Santa Catarina a confirmarem adesão à greve nacional da categoria. O movimento já ganha força no Litoral Norte do estado, com concentração de motoristas no Posto Dalçoquio, em Itajaí.

A decisão foi consolidada em assembleia nesta quarta-feira (17). Embora a mobilização já esteja nas ruas, o início oficial da paralisação está agendado para as 12h desta quinta-feira (18).

Efeito cascata nos portos

A estratégia foca no travamento de pontos logísticos estratégicos. Segundo Vanderlei de Oliveira, presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres de Navegantes), a ação em solo catarinense é parte de um dominó nacional.

  • Em SC: Itajaí, Navegantes, Imbituba e Itapoá.

  • No Brasil: Integração com os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), Rio de Janeiro (RJ), Bahia e Suape (PE).

O nó logístico: Diesel vs. Frete

O combustível é o estopim, mas a inércia do mercado é a principal queixa. A categoria exige o cumprimento da Lei do Piso Mínimo do Frete, especificamente o dispositivo conhecido como "gatilho":

"O diesel subiu e o frete não acompanhou. Essa é a questão nacional", resume Oliveira.

Os transportadores alegam que o mecanismo de reajuste automático — criado após a histórica greve de 2018 para proteger o setor sempre que o combustível oscila — tornou-se letra morta, inviabilizando o lucro dos autônomos.

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