20/03/2026 | 08:13
Caminhoneiros recuam e cancelam paralisação após acordo sobre frete mínimo
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O risco de uma greve de caminhoneiros em Santa Catarina foi dissipado nesta quinta-feira (19). Após reuniões estratégicas em Itajaí, a categoria decidiu suspender o movimento. O motivo foi o sinal verde dado à Medida Provisória nº 1.343/2026, que endurece a fiscalização sobre o piso mínimo do frete, garantindo que nenhum transporte seja realizado abaixo dos valores legais.

Rodovias liberadas e abastecimento garantido

Apesar das filas registradas em postos de combustíveis durante a manhã, causadas pelo receio de desabastecimento, as autoridades foram enfáticas: não há risco de falta de produtos.

  • PRF: O tráfego segue normal em todo o estado, sem pontos de concentração ou bloqueios.

  • Justiça Federal: Uma liminar proibiu qualquer obstrução nas BRs 101 e 470 e nos acessos aos portos de Itajaí e Navegantes.

  • Penalidades: O descumprimento prevê multas pesadas:

    • R$ 100 mil para empresas ou sindicatos;

    • R$ 10 mil para pessoas físicas;

    • Multa de trânsito de R$ 5.869,40 e suspensão da CNH por 12 meses.


A Nova Regra: O que muda com a MP 1.343/2026?

Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida tem validade imediata e funciona como uma "trava digital" contra o frete abaixo do preço de custo.

RecursoComo funciona na prática
Bloqueio AutomáticoA operação de transporte não é autorizada se o valor do frete for inferior ao piso legal.
Obrigatoriedade do CIOTO Código Identificador da Operação de Transporte passa a ser o documento central de controle.
TransparênciaO registro deve detalhar contratante, transportador, origem, destino e valor exato pago.

O impacto: Para o caminhoneiro, a medida garante rentabilidade mínima. Para o setor logístico, combate a concorrência desleal de empresas que burlavam a tabela de preços.

Panorama do Combustível

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a ANTT confirmaram que os estoques estão regularizados. Além disso, foi esclarecido que os conflitos no Oriente Médio, embora monitoreados, não afetam o fornecimento de combustível no território catarinense no momento.

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