A noite desta segunda-feira (12) foi marcada por tensão e protestos na Câmara de Vereadores de São Bento do Sul. O plenário, lotado por educadores, foi palco da aprovação do projeto enviado pelo prefeito Antonio Tomazini que altera regras fundamentais sobre os direitos do magistério municipal. A decisão dos parlamentares desencadeou uma reação imediata da categoria, que deixou o prédio sob gritos de indignação e promessas de paralisação total das atividades.
Diante do desfecho da votação, o Sindicato dos Servidores Públicos de São Bento do Sul anunciou que os trâmites legais para decretar estado de greve devem ser iniciados já nesta quinta-feira (13). A entidade planeja publicar um edital nos próximos dias para convocar uma assembleia geral, momento em que os profissionais da educação discutirão os próximos passos do movimento e a viabilidade de interromper as aulas na rede municipal como forma de resistência à nova legislação.
A sessão foi pautada por debates acalorados e um placar que dividiu o Legislativo. Um dos momentos de maior expectativa girou em torno do vereador Joelmir Bogo, visto como um voto decisivo; embora tenha permanecido em silêncio durante as discussões, seu voto favorável ao projeto gerou frustração entre os professores. No mesmo sentido, o vereador Professor Magrão defendeu a aprovação ao classificar o período de 45 dias de férias da categoria como um "privilégio", enquanto a líder de governo, Terezinha Maria Dybas, justificou o posicionamento afirmando que a alteração da lei era necessária para adequar a gestão. Além deles, votaram a favor os vereadores Cátia Friedrich, Marcelo Quost e Vilsinho.
Em contrapartida, uma ala da Câmara manifestou apoio irrestrito aos educadores. Os vereadores Gilmar Pollum, Rodrigo Vargas, Zuleika Voltolini e Diego Niespodzinski votaram contra a proposta e criticaram o impacto das medidas na carreira docente. O presidente da Casa, Gilmar Pollum, chegou a declarar que não poderia votar contra aqueles que foram seus próprios professores no passado. Apesar do apoio dessa bancada, a aprovação do texto consolidou o racha entre o governo municipal e os servidores, empurrando a educação de São Bento do Sul para um cenário iminente de greve.